quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Lidando com o comportamento desafiador no TDAH

Como lidar com o comportamento desafiador e opositivo
(Barkley, 2002)

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Kelly Renata Risso Grecca
Daniela Parolo Gusman

1. Excesso de ordens
Muitas ordens dificultam o cumprimento de cada uma delas. O ideal é reduzir inicialmente o número de ordens, selecionando as de maior prioridade.

2. Ordens à distância
Para que as determinações sejam cumpridas é necessária uma proximidade para garantir a atenção e entendimento. Por que senão dificilmente vai cumprir o que se espera desatenção e desobediência.

3. Ordens complexas
Começo por ordens simples e uma de cada vez, pode ocorrer dificuldade em fixar na memória de curto prazo as atividades a fazer, devido solicitação de várias tarefas, onde a realização será menos provável.

4. Ordens acompanhadas de muitas explicações
Muitas argumentações sobre as necessidades das ordens, em vez de ajudar, causam déficit da sustentação da atenção. No final da explanação, a criança já não se lembra mais.

5. Ordens vagas
Ordens devem ser claras, explicando o comportamento esperado e não com comparações, por exemplo: ”Como um bom menino”.

6. Ordens sob a forma de pergunta
Devem ser evitadas, pois deixam margem para que seu filho diga não. Por exemplo: “Você pode ir tomar banho agora?”.

7. Ordens em tom de ameaça ou com irritação
Devem ser evitadas pois cria um clima de animosidade. Muitos pais já saem no ataque e ordenam como se a recusa já tivesse sido feita sem a criança a reagir.

8. Ordens com antecedência
Interromper o prazer

9. Ordens repetidas
É a melhor maneira de treinar a desobediência, pois retornam sempre ao mesmo pedido e são recusadas novamente.

Pais devem falar de perto;
Com voz firme, sem deixar de serem amorosos;
Usando o verbo na forma imperativa;
Olhando nos olhos da criança;
Resistência fazendo uma ajuda com uma discreta pressão física.
Jamais devem retardar ou desistir de uma ordem uma vez proferida.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PAIS COM TDAH

Bom, não só os filhos que possuem o TDAH, e como é um transtorno sem cura, muitos pais só descobrem que tem indo buscar ajuda para os filhos, como mostra o texto a seguir..



texto elaborado por Cleide para palestra dada no III Congresso Internacional da ABDA
Atendo em meu consultório além dos adultos que já sabem que têm o transtorno, pais que me procuram pelos problemas de seus filhos.
Muitos só descobrem que têm o transtorno durante a avaliação do próprio filho(a).
Eles nunca perceberam em si as características do TDAH.

Geralmente chegam preocupados, cheios de receios em função dos diagnósticos mal feitos e das publicações equivocadas a respeito do transtorno, e principalmente da medicação.
O diagnóstico é feito através de avaliação clínica: nas crianças com a ajuda dos pais, professores e pessoas que ajudam a cuida-las.
Nos adultos através da avaliação de sua estória de vida.
Muitos profissionais que pouco conhecem do transtorno, ainda insistem em exames como eletro encefalograma, ressonância magnética, etc.

Além das condições neurobiológicas funcionais do TDAH que determinam os graus diferentes de desatenção, hiperatividade e/ou impulsividade, há uma imensa variedade de sintomas decorrentes de como esse indivíduo foi acolhido e estimulado desde os primeiros dias e anos de vida.

O maior problema do indivíduo com TDAH é a falta de auto–controle, a dificuldade que ele tem em gerenciar o próprio comportamento.
Geralmente reage de forma espontânea e inconseqüente diante de cada situação (Ahhh!!!Mas eu falei a verdade!!!)

Com a incapacidade de inibição do comportamento, de elaborar o pensamento antes de responder, de agir, a questão da temporalidade fica comprometida: há uma dificuldade em aprender com o passado e de antever e planejar o futuro.

Com essas características, fica muito difícil para pais com TDAH planejar e executar estratégias na a educação de seus filhos:
Mas então....

- Como ensinar o que ele mesmo não sabe?
- Como ser eficiente em comunicar instruções, regras, limites, se a própria pessoa é dominada pela falta de controle, impaciência e irritabilidade?

É sempre importante que nós, enquanto pais e portadores de TDAH, nos lembremos que há uma razão maior pela qual devemos dominar nossos impulsos, separando fatos, comportamentos de sentimentos pessoais.
(coisas dificílimas para qualquer TDAH!!!).

Mesmo sabendo o quanto pode ser desgastante educar uma criança com TDAH, nosso objetivo nunca deve ser esquecido:

Criar condições para que essa criança ou adolescente se relacione de uma forma saudável com o mundo.

Ainda vale aquela velha orientação dada nos aviões pelos comissários antes dos vôos e deve ser usada pelos pais com TDAH:

“Em caso de despressurização, se estiverem acompanhados de crianças, 1º coloquem as máscaras em si para depois colocá-las nas crianças.”

O conhecimento do transtorno e o tratamento, são fatores fundamentais para pais com e de TDAH.
Muitas vezes o comportamento da pessoa não reflete sua vontade própria e sim a vontade dos seus impulsos descontrolados, gerando culpa, falta de confiança em si, e baixa auto-estima.

O adulto com TDAH pode ter diversas conseqüências desagradáveis em seus relacionamentos, em seu mundo profissional mas com certeza seu maior desafio vai ser em educar de forma construtiva seus filhos.
Se pais com TDAH não se tratarem, acontecerá um efeito dominó.

Em virtude dos fatores neurobiológicos funcionais dificultarem o auto-controle,
a criança necessita desenvolver uma estrutura interna sólida, através de um diálogo interno de auto controle, para que não fique á deriva ou prisioneira dos eventos de cada momento.

Para isso, ela deve ser adequadamente motivada a seguir objetivos sem que a sedução de um desejo a distraia a toda hora.
Conquistar a gratificação deve ser mais importante do que aquele desejo do momento (respeitando sempre a proporção de 3 elogios/gratificações para cada crítica/punição, onde a punição deve ser a perda de um privilegio).

Essa estrutura é desenvolvida desde os 1ºs dias de vida de um bebê, e está ligada diretamente ao relacionamento que essa criança tem com seus pais ou cuidadores.
O suporte dos pais fará toda diferença no desenvolvimento do potencial dessa criança que com certeza será um adulto mais feliz no futuro.

O bebê tem necessidade vital de um alicerce familiar amoroso, estimulante e seguro para que sua auto estima seja desenvolvida e a criança aprenda à:

- aceitar-se: para isso ela deve sentir-se aceita e respeitada desde o nascimento, mesmo quando comete erros.

- amar-se: deve sentir-se amada e desejada desde o nascimento, independente de suas dificuldades.

- confiar em si e no futuro: deve desenvolver uma estrutura com diálogo interno sólido de auto-controle, de auto-apoio.

- ter o poder do comando de si: com bom senso e flexibilidade, de refém dos acontecimentos externos, a pessoa passa a ser criadora da sua realidade, podendo determinar metas, objetivos, sem medos, sem culpas.
Com essa base amorosa, essa criança terá uma estrutura sólida para lidar com suas dificuldades, além dos rótulos e discriminações que podem vir ao longo da sua vida.

Quando o ambiente familiar oferece um alicerce amoroso, estimulante, seguro, torna-se mais fácil a colocação de limites, e a regulação do auto-controle.

Eu pessoalmente criei meus filhos partindo do princípio:

“É muito mais fácil decepcionar quem não confia em nós do que
decepcionar quem confia em nós!”

A criança com TDAH não tem problema de aprendizado e sim de realização, onde o comportamento inibitório é um fator fundamental no desenvolvimento das nas funções atencionais, funções executivas(FE), no controle dos impulsos, na disciplina e na organização, que são características básicas e necessárias:
no aprendizado, na realização de qualquer tarefa, e no convívio social..

O comprometimento das funções executivas,resulta em indivíduos desinteressados, deslocados, desmotivados, entediados, indolentes, desorganizados, sem perspectivas de realizações, de comprometimento com coisa alguma, muito menos com sua vida.

O portador de TDAH que tiver desenvolvido as funções executivas, pode ter sucesso acadêmico e profissional, apesar das dificuldades decorrentes do TDAH.

Pais impacientes, irritadiços, sem auto-controle, caso não se tratem podem facilmente cair em

Polaridades:

- Fazendo tudo pelos seus filhos (para que saia tudo do seu jeito, no seu tempo), mimando-os, incapacitando-os.
O apoio dos pais nos estudos e tarefas deve ser de supervisão e nunca de fazer pelo filho(a).
Toda vez que fazemos por uma criança o que ela já tem condições de fazer, e é dela a responsabilidade, passamos uma mensagem subliminar de incapacitação e de infantilização.
Quanto mais mimada a criança é, mais incapacitada se torna.

Ou

-Perdendo o controle com facilidade, irritando-se, berrando, castigando sem recompensas, esquecendo-se que são educadores, rotulando muitas vezes com marcas para toda uma vida.
Essas crianças tendem a se tornar rebeldes e hostis.

-Outros pais ainda, desistem diante das dificuldades de seu(s) filho(s), delegando a responsabilidade da educação deles para a babá, psicólogos e professores.
E pior, justificam para si mesmos sua ausência com presentes, como se eles pudessem substituir a presença e o amor dos pais.

Pais com TDAH têm a responsabilidade de buscar ajuda para receber orientação, conhecer profundamente o transtorno e tratar-se para ter condições de discutir a questão em casa.

É muito importante uma aliança de cooperação, onde experiências negativas e positivas possam ser compartilhadas em família para ajudarem no processo de melhora.

No meu consultório tenho obtido melhores resultados quando trato da criança indiretamente, através do processo terapêutico de seus pais, mãe, ou quem cuida da criança, trabalhando a dinâmica familiar.
Isso por si só já alivia a criança de ser o foco do problema, ajudando na sua auto-estima.

Finalmente, pais com TDAH devem sempre se lembrar (deixando isso claro para seus filhos) de que:

Certos comportamentos inadequados são indesejáveis,
nunca eles, os filhos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

TDAH: Mitos e suas consequencias

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    • Qui, 01 de Dezembro de 2011 14:23 Escrito por ABD
O Conhecimento acerca do TDAH tem sido cercado de idéias falsas, desprovidas de embasamento científico.
A Ciência, na sua busca pelo conhecimento da natureza, faz exigência de alguns critérios e usa de rigor para assegurar que um determinado acontecimento é uma verdade científica.
Importante lembrar que, diante de um fato isolado observado, não devemos apressadamente inferir que o fato antecedente gerou o fato posterior até que várias repetições do fenômeno em circunstâncias idênticas tenham se repetido, e que se possa estabelecer um vínculo lógico entre os acontecimentos em jogo. Outra exigência da Ciência é que, sempre que possível, o fenômeno possa ser repetido empíricamente.
Vamos examinar em seguida algumas falsas crenças que as pessoas têm mantido em relação ao TDAH.
Mito 1
“O TDAH é um distúrbio fantasma, não existe. Na verdade criaram uma boa desculpa para pais e professores justificarem suas dificuldades de educar e de colocar limites a certas crianças mais difíceis que as outras.”
Resposta: O transtorno tem sido descrito tanto na cultura ocidental quanto na oriental. Os estudos com gêmeos e com crianças adotadas mostram que o papel predominante é do fator hereditário, cabendo ao ambiente uma participação menos expressiva na gênese do problema.
 
Mito 2
“As crianças com TDAH não são diferentes das demais. Nenhuma criança consegue ficar quieta ou prestar atenção por muito tempo seguido.”
Resposta: É verdade que as capacidades de controle da atividade motora, dos impulsos e da capacidade vão se desenvolvendo no período da infância.
A diferença entre uma criança com TDAH e outra talvez não possa ser bem percebida na hora do recreio da escola, quando é de se esperar que todas as crianças estejam correndo, pulando ou gritando. Porém, ao soar a campainha do fim do recreio, quando todos retornam à sala de aula, aí podemos observar que uma determinada criança sistematicamente não consegue parar, e nas aulas é frequentemente incapaz de sustentar a atenção, desviando a sua atenção para outros estímulos com maior facilidade do que as demais.
A diferença é quantitativa e não qualitativa. Quer dizer, tudo que uma criança com TDAH mostra no seu comportamento as demais também apresentam, só que naquela que tem TDAH isto aparece de uma forma mais intensa, freqeente e trazendo inúmeros prejuízos em todas as esferas de sua vida, escolar, familar e social.
Mito 3
“O TDAH é um transtorno muito mais freqüente no sexo masculino.”
Resposta: Durante muitos anos o componente da hiperatividade foi considerado o fato mais importante nesse transtorno e, como os meninos costumam apresentar mais hiperatividade que as meninas, acreditou-se que esse problema seria bem mais comum no sexo masculino.
Em 1980 (DSM-III) a denominação utilizada passou a ser Distúrbio do Déficit de Atenção. Com essa mudança as dificuldades de atenção destronaram a hiperatividade. O que ficou evidente é que nas meninas o tipo clínico que cursa sem hiperatividade (Tipo Predominantemente Desatento) é mais comum. Por essa razão, por ser menos ruidoso, esse tipo pode passar mais tempo sem ser identificado, ou ser facilmente confundido com outras condições, como depressão, deficiência intelectual leve, problemas psicológicos, etc.
Mito 4
“Os sintomas de TDAH geralmente desaparecem espontaneamente no final da adolescência.”
Resposta: Era exatamente isso que se pensava enquanto o fator hiperatividade era o mais importante no quadro clínico, pois existe uma tendência da hiperatividade declinar com o passar dos anos, ao passo que os sintomas de desatenção tendem a persistir.
Na verdade nem sempre a hiperatividade desaparece, ela apenas evolui de acordo com a idade. Por exemplo, uma criança hiperativa pula sem parar, trepa nos armários da casa, corre de um lado para outro. Quando essa mesma pessoa chega à idade adulta não é de se esperar que ela continue com o mesmo comportamento, mas podemos ver que ela está sempre andando de um lado para outro, faz tudo como se estivesse com muita pressa, não consegue deixar as mãos paradas, assume inúmeras tarefas simultaneamente, sem conseguir finalizar a maioria delas, tem dificuldade de planejamento, seguir metas e de se organizar de uma maneira geral.
Mito 5
“Se uma criança com TDAH consegue fazer com muita atenção uma atividade do seu interesse (videogame, por exemplo) e não consegue fazer os deveres escolares, a razão para isso parece ser uma falta de vontade ou motivação.”
Resposta: Na verdade o termo “déficit de atenção” não descreve fielmente o que ocorre e provavelmente será substituído no futuro, pois o que ocorre com essas pessoas é uma inconstância ou má-regulação da atenção. Existe um prejuízo na capacidade de a pessoa dirigir sua própria atenção, ou seja, uma dificuldade na atenção voluntária.
Muitas dizem que tentam se esforçam para ler, estudar, mas não conseguem. É claro que depois de algum tempo essas pessoas vão de antemão evitar ou desistir antes mesmo de iniciarem essas tarefas tão penosas para elas.
 
Na verdade a criança com TDAH costuma, em alguns casos, concentrar-se com maior facilidade em atividades mais dinâmicas, mais motivantes, lúdicas e pouco repetitivas. A isso costuma-se chamar de Hiperfoco.
Mito 6
“Os medicamentos usados no tratamento do TDAH provocam efeitos colaterais sérios e podem causar dependência.”
Resposta: A maioria dos especialistas com experiência no acompanhamento de pessoas com o transtorno, afirmam que os medicamentos utilizados para o tratamento do TDAH são eficazes e seguros. É evidente que qualquer medicamento pode produzir efeitos adversos, e os medicamentos para o TDAH não fogem a essa regra. Devem ser administrados por profissional com experiência no seu manejo.
Mito 7
“O uso de medicação para tratar o TDAH pode predispor a criança se tornar um dependente de outras drogas no futuro.”
Resposta: Estudos já foram realizados acompanhando as crianças que tinham feito uso de medicamentos para TDAH, e comparando esse primeiro grupo com outro grupo de crianças que, por qualquer razão, não tinham feito tratamento para TDAH. O resultado é que a ocorrência de abuso de drogas na juventude revelou-se maior ou idêntico no grupo não tratado para TDAH, o que mostra que o tratamento medicamentoso, na verdade, não é capaz de induzir ao abuso de drogas.
Mito 8
“Apresentar TDAH na infância traz poucas conseqüências para a vida da pessoa e por isso não se justifica um tratamento nessa idade.”
Resposta: Alguns casos de TDAH menos intensos, quando acompanhados de alto nível intelectual e ambiente familiar bem estruturado (fatores de resiliência ou proteção), podem passar pela vida sem que o transtorno cause grandes prejuízos na sua qualidade de vida.
Todavia, na maior parte dos casos, o TDAH compromete seguramente a qualidade de vida da pessoa, e sem dúvida, isto significa que ela seria capaz de desenvolver melhor o seu potencial se tivesse em tratamento para TDAH.
Prejuízos na auto estima, rendimento escolar e profissional abaixo da real capacidade, conflitos com colegas e cônjuges, maior comorbidade com outras doenças, como depressão, ansiedade, dentre outras, maior tendência maior a ter múltiplos casamentos, gestações indesejadas, abuso de álcool e drogas, são algumas das possíveis conseqüências que a falta do tratamento do TDAH traz para a vida das pessoas.
Sam Goldstein, experiente psicólogo norte-americano, afirma que “o risco de não tratar é certamente maior que o risco do tratamento”.
Mito 9
“TDAH e Hiperatividade são sinônimos. Todas as crianças com TDAH são hiperativas.”
Resposta: Os sintomas de Hiperatividade só estão presentes no tipo combinado e predominantemente hiperativo. No tipo predominantemente desatento não está presente o sintoma de hiperatividade.
Mito 10
“Uma vez diagnosticada como portadora do TDAH, a criança tem uma boa desculpa para seu rendimento escolar prejudicado.”
Resposta: Nem sempre o diagnóstico de TDAH responde por todas as questões referentes ao rendimento escolar prejudicado. Transtornos de aprendizagem como dislexia, discalculia, disortografia, má qualidade de ensino, didática equivocada, métodos de ensino obsoletos e falta de recursos pedagógicos podem explicar alguns casos que não necessariamente estão associados ao TDAH.
O TDAH é um transtorno da atenção. Uma vez que a atenção e concentração são condições necessárias para todo e qualquer processo de aprendizagem, o TDAH interfere no desempenho acadêmico e escolar global.
Mito 11
“Um tratamento à base apenas de medicamentos pode resolver satisfatoriamente quase todos os casos de TDAH.”
Resposta: O tratamento do TDAH está baseado em um tripé de ações: Psicoeducação (informação sobre o transtorno), Psicoterapia (nos casos em que há prejuízo psicológico) e Medicação.
 
Em todos os casos, a psicoeducação é elemento fundamental e prioritário para o tratamento do TDAH.
Fonte: Artigos do Dr. Sergio Bourbon (adaptado)
Fonte :http://www.tdah.org.br/br/textos/mitos-sobre-o-tdah-e-suas-consequencias.html

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

“Eu ouço muitos termos técnicos e jargões quando os médicos e especialistas falam sobre TDAH. O que eles significam?”









  TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
 Medicina alternativa – tratamentos que não envolvem medicamentos com receita médica ou outros tipos de Profissionais de Saúde
Depressão – sentimentos persistentes de tristeza ou desesperança
Hiperatividade – comportamento altamente ou excessivamente ativo
Desatenção – o insucesso de uma pessoa para ouvir ou perceber o que está acontecendo à sua volta
Impulsividade – tomar decisões imediatas ou sem pensar
Insônia – não ser capaz de adormecer
Dificuldades de aprendizagem – um atraso no desenvolvimento geral de uma pessoa e sua habilidade em aprender
Estimulante – um remédio que estimula temporariamente o funcionamento do sistema nervoso central
Tiques – súbitas contrações de um músculo – com frequência o rosto, mãos ou pés

Fonte:http://www.tdahevoce.com.br/professores/glossario/glossario.aspx

Estudar em casa




“Sinto dificuldade em ficar pronto de manhã. Como posso me tornar mais organizado? Quero fazer meu dever de casa, mas como posso terminar meu trabalho sem perder minha concentração com tanta frequência?"

"Esqueço-me às vezes das coisas que tenho que fazer. Como posso ajudar a mim mesmo?”


Muitas coisas podem ajudar a manter a organização na hora de estudar.

Tente arrumar a área de estudo da forma que melhor lhe convier em termos de luz, música e privacidade;


Tenha tudo que precisa à mão, para que não se distraia enquanto procura o grampeador, por exemplo;


Cronogramas diários podem ajudar a estruturar o dia. Coloque um alarme ou um alerta no computador, para que você saiba quando está terminando o tempo para uma determinada tarefa;




Se estuda em uma situação onde há muitas interrupções, mantenha uma pilha de etiquetas auto-adesivas ou de papéis para recado tipo “post-it”. Quando interrompido, imediatamente anote o que você estava fazendo;


Se se depara com uma tarefa grande ou menos interessante, faça-a em pequenos pedaços, com uma atividade alternativa, qualquer coisa que lhe dê um certo alívio entre uma e outra.


Fonte: http://www.tdahevoce.com.br/tdahevoce/gerenciar-o-tdah/no-trabalho.aspx