quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Como avaliar a aprendizagem no TDAH


Essa é uma dica para pais, professores, coordenadores e demais profissionais que convivem com o TDAH. O livro de é mais uma opção de leitura e entendimento sobre o tema. George J. Du Paul e Gary Stoner descrevem claramente a natureza do TDAH e seus efeitos sobre a aprendizagem e o comportamento de estudantes, e apresentam como:

•Identificar e avaliar crianças com TDAH e aquelas em risco
•Entender as dificuldades de aprendizagem associadas ao transtorno
•Desenvolver um plano geral de intervenção e apoio para cada aluno
•Implementar estratégias de apoio comportamental,acadêmico e social na sala de aula
•Monitorar o uso de medicamentos e colaborar de modo eficaz com os médicos
•Conduzir intervenções adjuntas, como o treinamento dos pais

Outras características especiais do livro incluem diversas ferramentas de avaliação que podem ser reproduzidas e materiais que os leitores podem copiar ou adaptar para seu próprio uso.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

E o papel da família?

Hoje vivemos em uma sociedade dinâmica, em que muitas coisas são possíveis de se resolver via internet, telefone e ,assim por diante...
Mas como criar filhos em um mundo tão globalizado, tão competitivo, principalmente, se esses filhos tiverem algum problema com a aprendizagem?
Dificuldades todos nós temos, isto já foi colocado neste blog e por muitos autores renomados, porém conviver e aceitar as dificuldades ou limitações alheias é uma outra história, mesmo que esse outro seja nosso filho.
O que pretendemos aqui é colocar a importância da motivação, da confiança, mas principalmente, do amor da família para o sucesso de quem possui o TDAH ou qualquer outro distúrbio que afete o processo de ensino-aprendizagem.
Primeiramente, é importante ressaltar que amor, motivação e confiança devem ser inteiramente dissociados de super proteção. O TDAH, a discalculia, a dislalia, dislexia, etc. não fazem do aluno o "coitadinho", o "menos inteligente". É preciso sim cobrar resultados, é preciso cobrar dedicação ao estudos, enfim, é preciso enxergar que é perfeitamente possível para esta criança ou adolescente estudar e conquistar seu espaço.
Contudo, o que não se pode fazer é esquecer que todos precisamos de afeto, de atenção e diálogo. A família é a base para o sucesso na vida de qualquer cidadão, portanto, se a criança ou adolescente sentir-se rejeitado ou menosprezado dentro de sua própria casa, em quem mais poderá confiar e pedir apoio?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Tirando o estigma da preguiça

Muitos pais desesperam-se com os filhos quando recebem o boletim, pois deparam-se com um festival de notas baixas e muitas vezes são chamados pela coordenação da escola para escutarem que o filho (a) tem grande chance de repetir de ano. Mas será que é só preguiça? Será que esse aluno com baixo rendimento escolar é apenas e simplesmente desleixado?
É preciso, antes de tudo, investigar, buscar descobrir qual a razão que leva uma criança a não alcançar o desempenho esperado pela escola, pelos pais e pela sociedade antes de rotularmos.
Lembrem-se: problemas na aprendizagem podem estar muito além de um simples desinteresse e da preguiça.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ser educador é ir além de passar conteúdos, de "dar notas", de estar a frente da sala de aula. O processo de ensino-aprendizagem depende de muitos fatores que vão além dos muros da escola, pois dependem, em primeiro lugar da vontade de querer compartilhar o conhecimento e depois da disponibilidade e esforço de cada um de nós.
É através da educação que um país se desenvolve, então o que nos resta é colocarmos a mão na massa enquanto tutores do conhecimento.


E QUANDO O TDAH NÃO VEM SOZINHO?


O TDAH se caracteriza por sinas bastantes claros e repetitivos associados à desatenção, impulsividade e hiperatividade, porém, muito mais comum do que se imagina, são as comorbidades (outros distúrbios) que podem vir associados ao TDAH e que, por consequencia, dificultam seu prognóstico e também o tratamento, uma vez que, na maioria dos casos há a incidência de mais de uma comorbidade requerendo constante adptação ao tratamento.

PRINCIPAIS COMORBIDADES ASSOCIADAS AO TDAH

TDAH associada ao Transtorno Opositor-Desafiador (TOD)- acomete de 35% a 65% dos jovens, sendo mais comum nos meninos e tem como características: o desafio as ordens, enfrentamento dos pais e/ou responsáveis; vingança, sente prazer em irritar os outros.

TDAH e Transtorno de Conduta (TC)- ocorre entre 20% a 50% dos casos afetando principalmente os meninos e dizem respeito à envolvimento com armas, quebra as regras sociais, tedem a forçar relações sexuais, agressividaes até mesmo com animais.

TDAH e o Transtorno de Ansiedade (TA)- caracteriza-se pela irritabilidade excessiva, preocupação excessiva, pertubação do sono, os nervos parecem sempre à flor da pele e a tendência são questionamentos consecultivos do tipo: O que eu esqueci agora? Será que vai dar tempo?

TDAH associado ao TOC-Transtorno Obssesivo-Compulsivo- O indivíduo preocupa-se demasiadamente com limpeza e contaminação (lava as mãos várias vezes, toma vários banhos seguidos, lava a louça que vai usar mesmo que tenha sidov acabada de ser limpa); é extremamente perfeccionista; pode adquirir a mania de guardar tudo, ou seja, armazenar muitas coisas mesmo que ão sejam necessárias, pode tornar-se compulsivo por sexo, por comida, etc.

Não é incomum o portador de TDAH desenvolver traços obsessivos para lidar melhor com suas distrações, esquecimentos, impulsividades, desorganização, tornando-se meticuloso e muito crítico. Quando há pequenos traços obsessivos de perfeccionismo, estes acabam ajudando o indivíduo a ter maior disciplina, a lidar melhor com suas distrações, esquecimentos e desorganizações, embora aumente sua ansiedade e a cobrança que faz dos outros.

TDAH e Depressão- é comum a pessoa com TDAH torna-se depressiva em função de ter problemas para adptar-se a muitas situações consideradas simples para muitas pessoas.

TDAH e Tanstorno Bipolar- muitas vezes o TDAH é confundido com o transtorno bipolar ou maníaco-depressivo pelo fato de ambos causarem alterações de humor, porém o que os difere é o fato do transtorno bipolar ter momentos de excitação profunda (fase maníaca em que o indivíduo pode ficar dias sem dormir, ter mil ideias por minuto) ou depressão profunda, ou seja, no transtorno bipolar isto é muito mais intenso.

O indivíduo com TDAH pode ser cheio de energia, irriquieto, mas nada comparado ao maníaco. A depressão associada ao TDAH também não é tão profunda como no caso do Bipolar. Quando a comorbidade do Bipolar se soma ao TDAH, os sintomas maníaco depressivos tendem a se intensificar.

TDAH com Fobia Social- Não é difícil que o indivíduo com TDAH sinta-se inadequado, com medo de cometer vexame, de ser observado e criticado, então há uma tendência a desenvolver a fobia social, ou seja, um medo imenso de interações sociais, principalmente quando tem que expor-se como por exemplo, falar em público. Esse transtorno pode levá-lo a desperdiçar todo seu potencial ao esconder-se "do mundo".

Podem acontecer também fobias específicas por situações e/ou objetos: medo de elevadores, de aviões, tempestades, ferimentos, sangue, certos animais...

TDAH com Distúrbios da Aprendizagem- em alguns casos e em distintas intensidades o TDAH vem associado a dislexia, disgrafia, dislalia, discalculia, etc, o que tende a priorar o quadro do TDAH, pois a tendência será o indivíduo apresentar os chamados “brancos” com mais frequencia, principalmente porque o processamento auditivo do TDAH prejudica a compreensão do que lhe é dito, dificultando o aprendizado, a vida acadêmica e social. Dificuldade na escrita pela falta de coordenação motora e impulsividade (geralmente a letra de quem tem TDAH não é lá essas coisas!), podendo também ocorrer omissões ou substituições de palavras, falta de acentuação e pontuação adequadas. A atenção e a memória (precárias em quem tem TDAH), são fundamentais para que se adquira habilidades de compreensão e de formulação da linguagem adequada.

TDAH com Transtorno Alimentar- o TDAH pode levar a pessoa a ter transtornos alimentares, seja comendo compulsivamente como forma de controlar a inquietaçao, seja com perda significativa de apetite.
TDAH com Transtorno de Sono- normalmente a pessoa com TDAH, mesmo não tendo hiperatividade, possui grande dificuldade em relaxar e dormir e quando finalmente adormece, raramente consegue fazê-lo de maneira profunda. É comum o acordar cansado, como se quase não tivesse dormido. Alguns dormem em excesso, em função de desânimo, desmotivação e/ou depressão, o que não significa descansar bem, o que consequentemente, traz prejuizos escolar, profissional, pessoal.
Por Lívia Vasconcelos

Referências