segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mãe Furiosa - Luciani Cordeiro



Venho por meio desta esclarecer, que Sim, ando furiosa. Saber hoje que meu filho é TDAH ( transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ), e saber que, por isso : "Um grande n.º de outras dificuldades a longo prazo tem sido associadas com relações negativas com seus pares na Infância, incluindo um maior risco de desenvolvimento de uma condição comórbida ( ex. : depressão, ansiedade ), abuso de substâncias, comportamento delinquente ou criminoso, e instabilidade no trabalho. Resumindo, as crianças com TDAH que também apresentam desadaptação social,

quando comparadas com outras crianças com TDAH que não são rejeitadas pelos seus pares, carregam um fardo psicológico maior, que as predispõe a dificuldades em várias áreas através da idade adulta ( e durante toda a vida )”.

A partir disso, começa a correria!! Psicóloga, neurologista, exames, dificuldade em lidar com os efeitos colaterais da medicação, aulas de reforço escolar, ufa!! E ouvir, do colégio onde seu filho estuda que você "tem que dar um jeito nele", e "não queremos mães mal educadas neste colégio", etc. , me leva a seguinte pergunta: uma mãe pode ficar furiosa por se sentir abandonada e saber que seu filho, muito amado, inteligente, só que "meio atrapalhado", tem que ficar trocando de colégio para ver quem o aguenta ?

Por que todas as mães de crianças TDAH passam por isso? Por que, quando eu ainda não contestava o colégio, nunca fui "convidada" a levar meu filho pra outra instituição, mesmo ele não se adaptando ao colégio ? E agora, após o diagnóstico de TDAH, no primeiro problema, fazem de tudo para que eu tire o meu filho do colégio, inclusive com ataques pessoais ? Sobre o parágrafo acima, gostaria de entender: por que, quando eu ia ao colégio, todos os funcionários sabiam quem era meu filho, não pelo ruivo do seu cabelo, mas sim, por ser desastrado, etc, e ficavam comentando nas minhas costas? Por que viviam os professores reclamando e nenhuma boa alma me apareceu para dizer que seria boa a ajuda de um psicólogo ? Por que, das várias vezes que conversei com a coordenadora Margareth sobre levar o Felipe ao psicólogo ou se ela não achava que ele tinha algum problema, simplesmente me dizia: ora mãe, não é para tanto! Basta ser mais firme! _ E eu dizia: Mais??? Como??? Passei 12 anos tentando descobrir o problema e muitos profissionais ( de escolas ) diziam que “quando ele crescer vai amadurecer”... Ok, eu já sei, que muitos profissionais estão despreparados, etc, mas... Não haverá aí também uma acomodação desses profissionais em fórmulas antigas, ultrapassadas, etc? Mas aí apareceram as crianças com problemas... Os arcaicos, podem dizer: Maldita inclusão!!!! ( E eu digo: Bendita seja!!! )

Antigamente a população era menor, as pessoas tinham pouco acesso à informação e a vida era mais fácil ... assim dizem... Já sei que, segundo todos os que conhecem bem esse transtorno, o problema sempre é da criança e dos pais. Todos estes profissionais lamentam o fato de nós, pais e os portadores de TDAH, passarmos por isso. Não estou me fazendo de vítima, ao contrário. O que eu gostaria de saber é: e quando alguém é vítima de um TDAH, o que dizer à vítima? Sim, sou uma mãe furiosa.

Além de mãe furiosa, agora sou também, a secretária que cuida da agenda do meu filho: aulas de judô, aulas particulares de inglês, aulas de reforço de matemática, química, física e português. Minha grande alegria deste ano foi conseguir uma professora de português que se comprometeu em não só dar aulas de reforço para a matéria deste ano, mas também, ajudá-lo a “sair do atraso” de vários anos nesta matéria. Quem for MÃE que me atire a primeira pedra. Mas somente aquelas que forem mães. Às demais, fica somente a minha fúria.

Deus me deu o privilégio da maternidade. Tenho 3 filhos, somente um TDAH. Segundo o Dr. Jobair Ubiratan Aurélio da Silva, neurologista do meu filho, Deus escolhe bem as mães de filhos TDAH. Me sinto uma privilegiada em ter um filho assim. Depois dele, comecei a aprender sobre a hipocrisia, o descaso, o “tudo de ruim”, mas também, o melhor dos seres humanos.

Às que são mães, mas de filhos “que não dão nenhum problema”, digo-vos: tenho duas filhas que são deste tipo, e é como brincar de boneca... Uma alegria só!! Elogios....muitos!!! Professores as adoram, tem muitos amigos, aprendem tudo rapidinho...hummmmmmm, uma delícia!! Mas... e quando o filho apresenta um problema? Claro, a culpa é da mãe!! Mimam demais, não dão disciplina, etc, etc... Um inferno!! Mas... e quando não mimam e dão disciplina?? Claro, não estão fazendo seu trabalho direito!! E quando a criança é TDAH ? .... hum...perguntinha difícil, já que hoje em dia já não se pode dizer que isso é uma invenção dos pais pra não educarem seus filhos... (CID 10: F90.0 ).

TDAH , apesar de nos cobrar doses enormes de paciência, não é um “bicho de 7 cabeças”. Mas, se pensarmos que parecemos “bichos de 7 cabeças” para essas crianças, a coisa muda. Segundo todos os especialistas que lidam com portadores deste transtorno, SIM, eu tenho todo o direito de estar furiosa!!! EXIJO que os profissionais da educação se enterem do que é TDAH, para saber como lidar com ele, para que assim, deixemos de ser “bichos de 7 cabeças”. Agora que todos já sabem quem eu sou, pelo meu “comportamento” na escola, digo que era essa mesma a minha intenção: SER COMENTADA.

Além de mãe furiosa, não sou conhecida por ser super protetora, muito pelo contrário: sou uma mãe, tia, prima, irmã, filha, sobrinha, neta, bisneta, cunhada e vizinha que não gosta de bate- boca. Isso mesmo! Me chamam de obstinada (nem sempre sendo como um elogio), aquela que resolve as situações quando os demais envolvidos também anseiam por ela. A família do meu marido é bastante numerosa (são 10 irmãos). Não havia muito diálogo entre eles, mas sim, muitas reclamações. Hoje, o Natal, e muitas datas comemorativas, acontecem na minha casa. Detalhe: é uma família japonesa. Por incrível que pareça, não há intrigas, disputas, mas há sim, muito carinho entre os cunhados/cunhadas e aproveitamos nosso tempo juntos, para brindar à vida, pelo prazer que nos dá em nos reunirmos, fazermos parte da vida uns dos outros, fazendo aquilo que Jesus nos ensinou: Amarmos uns aos outros. Sabe quem tem o mérito por isso? TODOS nós. TRABALHO DE EQUIPE. SENSO DO DEVER . A consciência de sermos o exemplo maior dos nossos filhos.

Toda linda história de amor nem sempre tem um lindo começo. Depende dos corações que batem dentro de nós. Eu tento sempre sentir “onde aperta o sapato “ no outro. Quando não consigo, através de uma simples tentativa, tento entrar dentro do ser que me pede ajuda, para entendê-lo. Acredito piamente que essa é a única estrada a seguir. Entender o outro não quer dizer fazer o que o outro quer, mas sim, buscar um consenso. Espero que entendam “onde o sapato me aperta” com esse “desabafo”. Já que me está proibido pela diretora falar com quem quer que seja deste colégio (ela disse que é dona desta instituição e eu só posso resolver (...) com ela ... ). Sem comentários. NÃO estou furiosa por meu filho ter ficado de recuperação _ que fique bem claro. Eu mesma já discuti com uma professora de geografia, 2 anos antes, por NÂO o ter deixado de recuperação. A minha preocupação é com o ser humano que estou preparando “pro mundo”. Que o repitam, o coloquem de recuperação, pouco me importa. Me preocupa sim, e muito, em torná-lo em um “Homem de Bem” (pareço minha avó, desse jeito..rs). Com a ajuda de Deus, conseguirei, sabendo que : “Uma andorinha só não faz verão”. E quem for MÃE, que me atire a primeira pedra!

Por Luciani Cordeiro, Mãe de Felipe Quevedo. Colégio Mary Ward _ Tatuapé _ São Paulo

Fonte:http://www.tdahi.com.br/index.php/depoimentos/51-depoimentos/112-mae-furiosa-luciani-cordeiro.html

domingo, 29 de agosto de 2010

Projeto de lei Joaquim Haickel beneficia estudantes do Maranhão


02/03/2010 - 15h56
Waldirene Oliveira
Agência Assembleia

O deputado Joaquim Haickel (PMDB) deu entrada nesta terça-feira (2) em um projeto de lei na Assembleia Legislativa que dispõe sobre medidas para identificação e tratamento de dislexia na rede estadual de ensino. A proposta tem o objetivo de detectar precocemente o distúrbio para garantir o devido acompanhamento dos estudantes.


Pelo projeto, fica assegurada a realização de exames nos alunos matriculados no primeiro ano do ensino fundamental ou de qualquer série admitidos por transferência de outras escolas que não pertençam à rede pública estadual. “Apresentar esse projeto é até bastante prosaico. Eu sofro de uma das sem número de formas da dislexia, o que muitos pais e professores da minha época e antes da minha época achavam que era desatenção”, justificou o deputado, acrescentando que depois esse problema passou a ser uma síndrome, um distúrbio na infância.


Joaquim Haickel declarou ainda que a dislexia é uma dificuldade por vários motivos, da leitura, da escrita ou do entendimento do que foi dito, o que dificulta muito a vida dos jovens que são acometidos desse distúrbio. “Volto mais uma vez aqui a discorrer sobre um assunto que possivelmente será vetado pelo Governo do Estado. Volto mais uma vez, antecipadamente, a pedir aos meus pares que, em caso de veto, o governo do Estado mande um substitutivo, incluindo o disposto dessa lei, para que nós possamos votar aqui”, sugeriu ele.


O deputado acrescentou ainda que a Assembleia derrube o veto do Executivo se a proposta do projeto não for mantida, por considerar que o Poder Legislativo não pode ficar imobilizado no sentido de não poder propor melhorias de vida aos cidadãos. “Confio na sensibilidade do governo e gostaria também de contar com o apoio dos demais deputados”, concluiu.
Fonte:http://www.al.ma.gov.br/noticias.php?codigo1=17186

Jura propõe programa para detectar e tratar distúrbios de aprendizagem



O deputado Jura Filho (PMDB) protocolou projeto de lei na Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, dispondo sobre a identificação e tratamento de distúrbios de aprendizagem na rede oficial de educação pública do Maranhão. A proposta será apreciada nas comissões técnicas e depois será votada em plenário.
Pelo projeto, o poder Executivo fica autorizado a implantar programas de identificação e tratamento de distúrbios de aprendizagem na rede oficial da educação pública estadual, objetivando a detecção precoce e acompanhamento dos estudantes portadores de dislexia (dificuldade para compreender a leitura, apresentada por pessoa que anteriormente sabia ler), disgrafia (perturbação da escrita por distúrbios neurológicos), discalculia, hiperatividade, déficit de aprendizagem e de outros transtornos da aprendizagem.
A proposta de Jura Filho abrange os alunos matriculados na primeira série do ensino fundamental e outros, de qualquer série, admitidos por transferência de outras escolas que não componham a rede pública estadual de ensino.
O poder Executivo poderá promover cursos de capacitação permanente do corpo docente e dos demais profissionais de ensino, para lhes oferecer maiores condições de identificação dos distúrbios da aprendizagem.
De acordo com o projeto, o governo do Estado poderá formular diretrizes para identificação e tratamento de distúrbios de aprendizagem em alunos da rede oficial da educação pública estadual.
O projeto do parlamentar do PMDB diz, também, que o Executivo poderá criar equipes multidisciplinares, compostas por profissionais necessários à perfeita execução do trabalho de prevenção e tratamento dos transtornos de aprendizagem na rede oficial de ensino.
Cláudio Brito
Agência Assembléia
Fonte: http://www.al.ma.gov.br/noticias.php?codigo1=14670

sábado, 28 de agosto de 2010

Orlando Bloom faz palestra sobre dislexia Ator decidiu falar de sua experiência com o distúrbio para ajudar crianças e adolescentes


Orlando Bloom decidiu falar sobre sua experiência
como portador de dislexia em uma palestra gratuita em Nova York, de acordo com o site "Female First".

O ator de "Piratas do Caribe", de 33 anos, aprendeu a superar as dificuldades da prendizagem desde a infância e ganhou uma bolsa de estudos no British American Drama Academy, antes de ir estudar teatro na Escola de teatro Guildhall, em Londres.

Ele, que namora a modelo Mirada Kerr, irá compartilhar suas experiências sobre a doença com o público em um debate com o Dr. Harold S. Koplewicz, dia 2 de junho, no Centro de Estudos da Criança, da Universidade Rockefeller.

A palestra, intitulada "Dislexia e Criatividade: Dois lados da mesma moeda", tem o objetivo de sensibilizar educadores, profissionais de saúde mental e os pais de crianças portadoras da doença.

Link da Revista Quem Online http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI142839-9531,00-ORLANDO+BLOOM+FAZ+PALESTRA+SOBRE+DISLEXIA.html

Como prestar atenção?






Como acompanhar os demais da turma? Como não se sentir o diferente da classe?

Tem muita criança que se faz essas perguntas. E o pior, não acha nenhuma resposta. Pensando nelas que a Novartis, em parceria com a ABDA (Associação Brasileira de Déficit de Atenção), criou o Atenção Professor, um programa de atualização em TDAH* voltado aos professores. A ideia é ajudar educadores a conhecer e a lidar melhor com o assunto. Funciona assim: através do Concurso Atenção Professor as escolas devem inscrever projetos de inclusão de alunos com TDAH ou projetos de inclusão de alunos com dificuldade de aprendizagem, mas que também possam ser aplicados para a esfera de TDAH.

Dessa forma, sua escola pode desenvolver iniciativas que fazem a diferença, trocar experiências e colaborar com a qualidade de vida de quem mais precisa da nossa atenção. Afinal, apontar o problema é fácil. Difícil é mostrar respostas. Inscreva o seu projeto e mostre as suas. *Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Professor, as inscrições do concurso foram prorrogadas.

Agora, você e a sua escola têm até o dia 30 de agosto para participarem ativamente desta iniciativa e enviarem seus projetos para a inclusão de alunos com TDAH.

Como funciona?
. É um concurso entre escolas de todo o país, públicas e particulares.
. Cada uma inscreve seus projetos apresentando o resultado de suas experiências.
. As instituições são selecionadas com as melhores propostas em cada uma das três categorias participantes, sendo elas, 1 a 4ª série, 5 a 9ª série e Ensino Médio.
. Além de prêmios, as instituições serão reconhecidas por fazer a diferença na inclusão de alunos com TDAH.

Visite o site www.atencaoprofessor.com.br e inscreva seu projeto.